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Linguagem

La pregunta: «¿Qué es el lenguaje?» podría y debería ser sustituida por otra; «¿Cómo ha podido ser pensado el lenguaje?» Si planteamos así el problema, nos negaremos a buscar una supuesta «esencia» del lenguaje y presentaremos la praxis lingüística mediante el proceso que la acompañó: la reflexión que ha suscitado, la representación que se ha ido haciendo de aquélla. (Julia Kristeva)

José Luiz Fiorin

Um curso de Letras é o lugar onde se aprende a refletir sobre os fatos lingüísticos e literários, analisando-os, descrevendo-os e explicando-os. A análise, a descrição e a explicação do fato lingüístico e literário não podem ser feitas de maneira empírica, mas devem pressupor reflexão crítica bem fundamentada teoricamente. Por isso, um curso de Letras tem dois módulos, que se delinearam claramente, ao longo da história da constituição dos estudos da linguagem: a) um tem por objeto o estudo dos mecanismos da linguagem humana por meio do exame das diferentes línguas faladas pelo homem; e b) o outro tem por finalidade a compreensão do fato lingüístico singular que é a literatura. Embora claramente distintos, esses dois módulos mantêm relações muito estreitas. De um lado, um literato não pode voltar as costas para os estudos lingüísticos, porque a literatura é um fato de linguagem; de outro, não pode o lingüista ignorar a literatura, porque ela é a arte que se expressa pela palavra; é ela que trabalha a língua em todas as suas possibilidades e nela condensam-se as maneiras de ver, de pensar e de sentir de uma dada formação social numa determinada época. (INTRODUÇÃO À LINGÜÍSTICA - PREFÁCIO)

Carneiro Leão

Os informatizados de hoje já dão sinal de aprisionamento num mundo pobre de linguagem criativa. Um processo de graves conseqüências políticas. É que com a avalanche da informatização se vive progressivamente num mundo em que a linguagem natural vai perdendo sempre mais autoridade, num mundo que, em sua tendência histórica, já não necessita das línguas naturais. Pois tudo que o homem conhece, sente, pensa, sabe ou faz, só se torna realmente significativo, só adquire sentido essencial, se houver possibilidade de conversa e diálogo, na medida em que dele se puder falar a partir de sua linguagem. Não há verdade no singular, fora de toda e qualquer envergadura de discurso. Toda verdade é plural. A verdade só se dá por existirmos na linguagem do plural, numa correnteza que nos arrasta para uma convivência de diálogo. Enquanto vivermos, pensarmos e agirmos na Terra, só faz sentido o que pudermos falar uns com os outros, o que puder receber um significado na e da linguagem. O esvaziamento das línguas naturais é uma conjuntura que a informatização progressiva, instalada pela ciência e tecnologia em nosso mundo, traz consigo irremediavelmente. (Carneiro Leão, 1992)

Frédéric Nef

  • "Górgias (Platão) questionou a relação entre linguagem e realidade, e assim abriu um espaço de interrogação, que muito mais tarde será chamado de semântica". (A Linguagem, pag 13).

  • "O platonismo lingüístico decorreria de uma tese, que é exposta ao longo do Crátilo: a exatidão da denominação, a correção da relação entre as palavras e as coisas". (A Linguagem, pag 14).

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Notícias

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