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Indicadores de Qualidade dos Discursos Hipertextuais


Indicadores e seus critérios, a serem selecionados como requisitos de um Discurso Hipertextual (DH):

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  • Funcionalidade

Lista de funções necessárias em uma técnica de hipertexto, incluindo aquelas relativas a base de conteúdos discursivos, seja banco de dados ou documentos xml. Desta lista são elencadas, hierarquizadas e ponderadas, aquelas funções necessárias ao DH, para cumprir a finalidade a qual se destina. Começando pelo conjunto básico oferecido pelo HTML, ou estendido pelos recursos XHTML, devem-se identificar as funções para compreensiva hipertextualização do discurso textual, assim como sua plena integração ao contexto virtual imediato que lhe proporciona sentido maior, e também ao contexto virtual amplo da Internet, ao qual deve se apoiar e referenciar, como por exemplo uso intensivo da Wikipedia e outros sites de referência como Google.

  • Representatividade

Este indicador é fruto da análise, seleção, hierarquização e quantificação de requisitos construídos a partir dos seguintes critérios relativos à base de conteúdos discursivos:

    • atualidade dos conteúdos, refere-se a grau de atualização da base, dada a finalidade do instrumento de representação discursiva oferecido pelo DH;
    • precisão dos conteúdos, enquanto grau de confiabilidade dos textos;
    • nível de generalidade dos conteúdos, como algo que possibilita ou impede a capacidade de justa representação discursiva;
    • poder de visualização, enquanto aferidor das possibilidades de representação discursiva, e conseqüente navegação pelo DH;
    • poder de consulta, refere-se ao potencial de extração de informações relevantes a partir da manipulação dos conteúdos;
    • retenção de conteúdos, no sentido de armazenamento prolongado de conteúdos, sem liberação de históricos;
    • segurança e privacidade, enquanto grau de proteção dos conteúdos, e controle de acesso;
    • recuperação refere-se ao poder de restauração das bases em caso de danos imprevistos;
    • escopo, enquanto grau de cobertura dos conteúdos, segundo a finalidade do DH;
    • escala, enquanto nível de apreensão dos conteúdos;
    • estrutura de armazenamento refere-se ao modo de codificação e armazenagem de conteúdos, por exemplo, iso9960 ou utf, ou ambos;
    • flexibilidade, estabelece as possibilidades de ajuste dos conteúdos armazenados a outras formas de representação e estruturação, daquelas previstas;
    • multi-acesso, como indicação do nível de acesso simultâneo de vários usuários;
    • relevância dos conteúdos segundo a finalidade do DH;

  • Instrumentalidade

O indicador “instrumentalidade” responde pelo potencial de transformação da técnica de hipertexto.

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Este indicador é o resultado da composição dos seguintes critérios:

    • Eficácia – cumprimento de sua finalidade original; considerando que um instrumento técnico não tem “ser”, mas “ser para”, este critério responde até que nível este “para” é alcançado.
    • Eficiência - desempenho no cumprimento de sua finalidade;
    • Integridade - grau de segurança no cumprimento de sua finalidade;
    • Confiabilidade – nível de correção de sua operação; isenção de erros no seu desempenho;
    • Manutenibilidade – grau de facilidade na correção de erros encontrados em seu desempenho;
    • Flexibilidade – possibilidade de modificação em função de novas necessidades;
    • Testabilidade – possibilidade de submeter-se a testes variados, em condições diversificadas;
    • Portabilidade – capacidade de ser usado em outros ambientes organizacionais e operacionais;
    • Reusabilidade – capacidade de reutilização de todo ou parte do instrumental em outras aplicações;
    • Interoperabilidade - capacidade de articulação e interação com outros instrumentos, numa totalidade instrumental.

  • Usabilidade


A literatura técnica vem oferecendo hoje em dia uma atenção especial a este indicador, formulando uma série de critérios para sua avaliação. O princípio que rege a definição dos requisitos de usabilidade de um DH, enquanto seleção, hierarquização e ponderação destes critérios, é a formulação “orientada pelas tarefas”. Ou seja, os critérios são escolhidos e pesados à medida que efetivamente contribuem para um “comportamento” do instrumento, no caso o hipertexto, condizente com a finalidade para qual se constituiu e se dará a apropriação do DH.

Os requisitos de usabilidade devem ser definidos segundo uma tipologia de autores-leitores do DH, uma vez que se referem sempre às tarefas a serem executadas por estes diferentes gêneros de pessoas associadas ao DH. A tipologia de autores-leitores deve ser elaborada levando em conta os perfis identificados para o indicador “capacidade cultural” (definido no anexo VII) e segundo as dimensões da figura abaixo, que mostra o “espaço” ocupado pela comunidade de autores-leitores de um DH, de acordo com a natureza das tarefas implicadas em um DH.

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  • Competência Teórica e Metodológica


Na articulação do solo (organização), da pedra (hipertextualização do discurso) e da alavanca (técnica de hipertexto), a constituição e a apropriação de um DH dependem do “nível cultural e técnico” da base sócio-cultural (organização) sobre a qual se implementa e se opera hipertextualização do discurso. Os critérios aqui definidos visam identificar aspectos desta competência ou aptidão, especialmente no tocante a matriz teórica e disciplina metodológica que dispõe a grupo social, comunidade ou equipe sócio-técnica que se apropria da técnica de hipertexto para constituição e apropriação de um DH, diante de um problema discursivo devidamente formulado.

  • Adequação Tecnológica


Indicador que reúne critérios que informam o grau de integração do instrumento à totalidade instrumental da qual deve fazer parte, no seio da organização acadêmica ou empresarial.

  • Capacidade Cultural


Este indicador reúne critérios que determinam o perfil dos autores-leitores na constituição e na apropriação do DH.

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