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TERMOS E NOÇÕES — AMBIENTE


Segundo Heidegger, no §15 de Ser e Tempo, é possível reconhecer um mundo ambiente que nos circunda, nosso "mundo" "circundante" (Um) com o qual estamos em "comércio" (Umgang) cotidiano. Este comércio se apresenta ele mesmo sob diversos aspectos, segundo as modalidades de nossa "ocupação" (Besorgen). Justamente: como se apresentam as "coisas" que nos ocupamos? Qual é seu modo de ser? "Uma explicitação fenomenológica (phänomenologisches Auslegen) deve descobrir uma resposta a este gênero de questão. Que o "mundo ambiente" se compõe de 'coisas" é claro: sobre minha mesa de escritório, tenho um micro, canetas, papel, livro, impressora, etc. Eles fazem parte do que Heidegger em seus Prolegômenos denomina frequentemente Werkwelt, um "mundo da obra", cujo exemplo privilegiado é o atelier do sapateiro. (adaptado de Jean Greisch, "Ontologie et temporalité")



O mundo é introduzido por meio do Umwelt familiar, e o ser-no-mundo mantém um tom de familiaridade, de saber seu próprio caminho no mundo. As coisas se entrelaçam, formando um mundo unificado pela significação: os instrumentos que usamos referem-se a outros instrumentos, que juntos formam um local de trabalho, por sua vez referido ao mundo mais amplo além do local de trabalho. O martelo do artesão refere-se aos seus pregos, à madeira e ao couro, e à bancada na qual trabalha; além do local de trabalho estão seus clientes, as vacas que fornecem o couro, a floresta que fornece a madeira, e desta forma expandem-se indefinidamente círculos de familiaridade cda vez mais remotos.


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